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Palestra com J.J. Abrams

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Curb the Enthusiasm

Série tremendamente bem sucedida, Seinfeld teve seu último episódio inédito exibido en 1998. Não demorou muito para que seu co-criador, Larry David – que já havia abandonado a cria dois anos antes – resolvesse seguir seus próprios passos. Em 1999 foi ao ar Curb Your Enthusiasm, especial de uma hora no qual o comediante, fazendo papel de si mesmo, era convidado para justamente escrever e estrelar um programa de humor para a HBO. Uma hora de trapalhadas e desentendidos depois – todos eles ou sua grande maioria causados por uma idiossincrasia quase patológica de David – ele não comparecia à gravação. Estavam traçadas a linhas gerais para o que viria a ser Segura a Onda, que hoje conta com seis temporadas completas, já tendo sido agraciada com prêmios Emmy e Globo de Ouro.

Em meio ao turbilhão dos reality shows – falamos de uma série cujo primeiro episódio foi ao ar no ano 2000 – o programa aqui em questão finge tratar da realidade. Falsifica o formato mais atacado/incensado desta década, já que seu personagem principal, Larry David, interpreta Larry David de uma maneira, digamos, peculiar. Ele é o co-criador de Seinfeld, ficou milionário por isso mas a realidade meio que acaba por aí; sua mulher na série é uma atriz, seu agente, sua secretária etc. E é aí nesse mundo em que a série se ambienta. Reforça a impressão que estamos assistindo a algo verdadeiro o fato de não existir roteiro determinado, mas apenas um esboço a partir do qual os atores improvisam, o que acaba também influindo na direção, tremida, composta de planos às vezes longos com um certa aparência de vídeo caseiro. Muito parecido com o The Office.

É o limite da grosseria, da improbabilidade, da falta de tato e bom senso, isso tudo nos moldes de um reality show. Como se ao final houvéssemos assistido a mais um dia na vida de Larry David.

Um dos maiores trunfos que o tom de verdade de Segura a Onda oferece é que o humor ácido do qual está impregnado não é dirigido contra personagens fictícios, mas sim a figuras como Ben Stiller, David Schwimmer, Ted Danson e acreditem, Mel Brooks e Martin Scorsese, todos já tendo participado de mais de um episódio.

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Bowie’s In Space

Flight of the Conchords Episódio 6 – Bowie’s In Space. Sensacional!

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Mad Men


“Mad Men”: série sobre publicitários de NY da década de 60

Ambição, inveja, fama, intriga, sexo, dinheiro. O universo da propaganda daria um bom roteiro de TV. E deu. “Mad Men” – trocadilho das palavras “ad” (de propaganda) e “mad” (maluco) – é como eram chamados os publicitários na Manhattan da década de 60 e, agora, o nome do melhor e mais comentado seriado da temporada. Com certeza, vai ganhar muitos prêmios. Tá vendo? Você já ficou com inveja.

Criada por um dos escritores de “Os Sopranos”, a série usa a época áurea da publicidade como pano de fundo para a crua realidade da natureza humana. E, como se sabe, não há vista mais privilegiada na Terra para observar o comportamento da espécie que em uma agência de propaganda. O personagem principal é o ano de 1960, nascimento do “American Dream” e auge do sexismo. E é neste momento histórico onde desfilam as diversas psicologias dos funcionários da “Sterling Cooper” – a fictícia agência de propaganda do seriado.

A publicidade era o emprego ideal para a época. A profissão pagava muito bem, os EUA estavam em franca prosperidade, a TV estava se estabelecendo. Mas, “Mad Men” vai além disso. É o retrato fiel de um tempo em que o desrespeito com a mulher e o assédio sexual no escritório eram quase obrigatórios. E esse comportamento dominante do homem sobre o drama da mulher, mostra como quanta coisa mudou nos últimos anos – e quanta coisa não mudou.

O cigarro é um objeto onipresente em cena. Todos fumam, todo o tempo. No elevador, durante as refeições, na presença de crianças (mesmo que dentro da barriga). Mas se engana quem pensa que o que ocorre é a glamourização da droga. Os excessos do cigarro – e também da bebida – ganham tom de total auto-crítica. Foi nesse tempo que os primeiros relatórios médicos contra o cigarro surgiram, enquanto a propaganda encontrava caminhos para driblá-los, como ainda fazemos hoje.

Um detalhe interessante: nos intervalos, antes de cada comercial, passa sempre uma cartela de texto com uma curiosidade sobre o produto ou a marca a seguir. A série está em seu quarto episódio no canal AMC e foi muito bem recebida pela crítica. Mas, acho que exceto por mim, não agradou os profissionais de propaganda. A Advertising Age fez uma pesquisa e “a maioria condenou os personagens estereotipados”, como se as figuras do “criativo egocêntrico”, o “atendimento frustrado” e o “cliente arrogante” fossem apenas figuras folclóricas do imaginário popular, como a Mula Sem Cabeça, o Saci e o terrível Job Sem Briefing.

“Mad Men” traz desconforto, sim, porque nos mostra o lado menos nobre do publicitário – e do ser humano. Mostra as nossas características negativas. E ninguém gosta de produto com características negativas. Tanto que elas ficam sempre em letras minúsculas, no cantinho dos nossos anúncios.

fonte: Vox News


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Family Guy

Isso realmente é divertido! Family Guy é foda!

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The office

dance

The Office UK – David discusses midgets & dwarfs

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